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Falta de eficácia, espaço para a base e caso Danilo: os bastidores da coletiva de Franclim Carvalho após vitória na Sul-Americana

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    redacaoinformebota
  • há 5 dias
  • 3 min de leitura
Franclim Carvalho, técnico do Botafogo
Franclim Carvalho, técnico do Botafogo (Foto: Vitor Silva/Botafogo)

O Botafogo venceu o Independiente Petrolero por 3 a 0 em partida válida pela Copa Sul-Americana, mas o clima na entrevista coletiva do técnico Franclim Carvalho alternou entre a forte cobrança por um placar ainda mais elástico e explicações sobre o planejamento do elenco para a sequência da temporada. Com quase 40 finalizações ao longo dos 90 minutos, o comandante alvinegro não escondeu o incômodo com o desperdício de chances, ao mesmo tempo em que exaltou o papel dos garotos da base e blindou o vestiário sobre a polêmica envolvendo o volante Danilo.


Abaixo, o Informe Botafogo destaca os principais pontos abordados pelo treinador:


Puxão de orelha: Cobrança por pontaria e eficácia

Mesmo com o placar confortável de 3 a 0 e o domínio absoluto em um jogo sem público, Franclim Carvalho se mostrou bastante exigente à beira do gramado e na coletiva. O treinador destacou o impressionante volume ofensivo do Glorioso, mas cobrou uma postura mais cirúrgica na hora de definir as jogadas.


"Não fico meio chateado, fico chateado por inteiro. Eu e os jogadores, obviamente, queremos finalizar e fazer mais gols. Com este volume ofensivo, nós não podemos fazer só três gols. Tínhamos a obrigação, pelo que criamos, de fazer mais", disparou o técnico.


Análise tática: A engrenagem do lado direito

O comandante explicou as movimentações do setor direito do ataque, elogiando a inteligência tática de Vila (Vidalba) e Cabral. Segundo Franclim, as características distintas dos atletas ajudam a quebrar as linhas defensivas dos adversários. Enquanto Vila busca o ataque à profundidade, Cabral dá o conforto necessário no pivô e no jogo de apoio.


A liberdade dada para que realizassem contramovimentos funcionou de forma muito positiva, principalmente na primeira etapa, gerando a maior parte do volume ofensivo da equipe.


Mistério na volância para o clássico contra o São Paulo

Questionado se a escalação de Santi Rodríguez em uma função mais recuada — atuando ao lado de Medina — já seria um ensaio para o confronto de sábado contra o São Paulo, Franclim negou. Para o duelo do fim de semana, o Botafogo não terá Danilo e nem o próprio Medina, que cumpre suspensão automática.


O técnico afirmou que a escolha de Santi foi estratégica e exclusiva para o cenário do jogo contra o Petrolero, onde o time precisava arriscar mais. Para o clássico, Franclim preferiu manter o mistério, mas listou que tem pelo menos seis opções em aberto no elenco para montar a dupla de volantes titulares: Hugo, Alace Davi, Artur Novais, Montoro, Edílson, Santi Rodríguez e Justinho.


Caso Danilo: Treinador blinda o elenco e evita polêmica

A situação do volante Danilo, afastado recentemente após polêmicas nos bastidores e declarações sobre o atleta não ter pedido para entrar em campo, voltou à pauta. Convocado para a Copa do Mundo, o futuro do jogador no clube segue incerto. No entanto, Franclim Carvalho preferiu adotar uma postura de blindagem e deu o assunto por encerrado na imprensa.


"No jogo anterior já respondi essa questão e a diretoria também já se pronunciou. Portanto, acho que sobre esse assunto não há dúvidas. Eu não tenho mais nada a acrescentar", declarou de forma direta, passando a responsabilidade de novos esclarecimentos para os dirigentes alvinegros.


"O ouro da casa": Filosofia e espaço para os jovens do Sub-20

Se por um lado o time lida com desfalques e polêmicas no elenco profissional, por outro a base pede passagem. O Botafogo utilizou o torneio continental para dar minutagem e promover estreias de garotos do sub-20, como Caio Vale, Toledo, Guinho e o relacionado Alace Davi.


Franclim ressaltou que confia plenamente no trabalho que vem sendo feito nas categorias de base e deixou claro que a meritocracia e o rendimento diário nos treinos são os únicos fatores que determinam quem entra em campo, sem distinção de idade.


"Nós temos que olhar para dentro, olhar para o ouro da casa, para o que nós temos de valor cá dentro. Quando são chamados conosco, eles têm trabalhado bem. Para mim, tenham 18 ou 36 anos, é igual. Desde que trabalhem bem e façam o que nós pedimos", concluiu o treinador.


Assista a entrevista coletiva na íntegra



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